Meta atribui falhas em posts de Lula a problemas técnicos e nega favorecimento
Empresa responde a acusações da campanha petista sobre restrições e desativação de conta de anúncios, prometendo explicações ao TSE.

Divulgação
A Meta, conglomerado de tecnologia que detém plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp, veio a público neste domingo (11.out.2026) para se defender de acusações de interferência eleitoral. A empresa atribuiu as falhas relatadas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na distribuição de publicações a questões técnicas. A companhia negou veementemente que esteja beneficiando o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no atual cenário de segundo turno.
Campanha petista aciona TSE e ANPD
A manifestação da Meta surge após a campanha petista ter formalizado uma denúncia junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A suspeita levantada pelo PT é de que a plataforma estaria restringindo o alcance de conteúdos favoráveis a Lula e apresentando instabilidades no impulsionamento de posts. Segundo a campanha, essas ações configurariam uma interferência indevida no processo eleitoral.
Meta garante isonomia e contesta alegações
Em sua declaração, a Meta afirmou que as alegações de favorecimento são "simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos". A empresa argumentou que muitos dos problemas técnicos apontados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas em suas redes sociais, mas sim de forma mais ampla. "Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos", assegurou a companhia, buscando reforçar seu compromisso com a neutralidade e a igualdade de condições.
Contestação e pedido de explicações ao TSE
A campanha de Lula, no entanto, contesta a justificativa apresentada pela Meta, alegando que a empresa não forneceu evidências concretas de que as falhas tenham impactado outros candidatos no país. O PT ressaltou ainda que a conta de anúncios do presidente chegou a ser desativada durante o primeiro turno e que diversas publicações apresentaram interrupções significativas no número de visualizações. Um levantamento interno da Secretaria Nacional de Comunicação do PT indicou que o perfil de Flávio Bolsonaro registrou, em média, um engajamento consideravelmente maior que o de Lula, mesmo com um número menor de seguidores, o que, segundo a campanha, levanta suspeitas adicionais. Diante do exposto, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a Meta apresente explicações técnicas detalhadas sobre as supostas restrições no prazo de 48 horas, incluindo informações sobre limitações na entrega de publicações, mudanças em métricas de visualização e os motivos para a desativação da conta de anúncios petista. O juiz também solicitou detalhes sobre uma rede de perfis automatizados suspeitos de disseminar conteúdos contrários ao presidente.
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