Mesário relata evolução da votação: de dias de apuração a urna eletrônica
Airton Tomé Júnior, com mais de três décadas de atuação como mesário, compartilha as transformações marcantes no processo eleitoral brasileiro, destacando a agilidade trazida pela tecnologia.

Divulgação
A jornada de Airton Tomé Júnior, 63 anos, no serviço eleitoral é um reflexo direto da evolução democrática e tecnológica do Brasil. Desde 1989, ano que marcou o retorno do voto direto para a presidência, ele tem se dedicado a garantir a lisura dos pleitos como mesário. Atualmente, preside uma seção eleitoral em Brasília, acompanhando de perto o desenrolar de mais um processo decisivo para o país.
Em suas memórias, Airton descreve um cenário eleitoral radicalmente diferente do atual. Antes da adoção da urna eletrônica, um processo que se consolidou a partir de 1996, a apuração dos votos era uma tarefa hercúlea. Ele recorda que, no Distrito Federal, a contagem podia se estender por dois ou até três dias. As cédulas de papel, depositadas em urnas de lona, exigiam um trabalho minucioso e exaustivo em ginásios, onde fiscais de partidos acompanhavam cada voto sendo computado, candidato por candidato.
A digitalização que transformou a apuração
A transição para a urna eletrônica representou um divisor de águas, segundo o experiente mesário. A agilidade e a precisão do sistema digitalizado reduziram drasticamente o tempo de apuração, permitindo que os resultados fossem conhecidos em questão de horas, e não mais dias. Essa modernização não apenas otimizou o trabalho dos envolvidos, mas também trouxe mais transparência e celeridade para o processo democrático, um avanço que Airton testemunhou em primeira mão.
O papel do mesário na garantia da democracia
Como presidente de seção, Airton Tomé Júnior desempenha um papel fundamental. Suas responsabilidades incluem manter a ordem no local de votação, verificar as credenciais dos fiscais presentes, coordenar o início e o encerramento da votação, e assegurar que todo o material eleitoral seja devidamente entregue à junta responsável. Em situações que demandam intervenção, ele tem a prerrogativa de requisitar força pública. Sua dedicação, iniciada de forma inesperada após uma convocação direta na escola onde ia votar, consolidou-se em um compromisso contínuo com o exercício da cidadania e a manutenção da confiança no sistema eleitoral brasileiro.
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