Lula rebate Flávio Bolsonaro em debate: "conhece ônibus por literatura"
Presidente critica senador durante confronto na Band, alegando desconexão com a realidade do trabalhador e do transporte público.

Divulgação
Durante o debate presidencial promovido pela Band neste domingo (18.out.2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dirigiu críticas contundentes ao senador Flávio Bolsonaro (PL), acusando-o de ter um conhecimento superficial sobre a realidade do transporte público e do mundo do trabalho. Lula afirmou que o senador conhece esses aspectos apenas por meio de livros ou relatos, sem ter vivenciado a experiência direta.
Desconexão com a realidade do trabalhador
A declaração de Lula foi uma resposta direta a uma fala de Flávio Bolsonaro, na qual o senador abordou a necessidade de melhorias na segurança pública e no poder de compra para que os trabalhadores possam usufruir de dias de folga sem receios. Flávio Bolsonaro argumentou que os brasileiros precisam ter condições de ir ao supermercado e encher seus carrinhos de compras com tranquilidade.
Críticas sobre vivência e trabalho
Em seu pronunciamento, Lula foi categórico ao afirmar que Flávio Bolsonaro “nunca trabalhou” e “nunca conversou com o trabalhador”, sugerindo que a visão do senador sobre a classe trabalhadora é distante e baseada em informações secundárias. “Trabalhador, para ele, é coisa de ficção”, declarou o presidente, enfatizando a suposta falta de contato do adversário com a realidade cotidiana de quem depende do transporte público e de um salário para sustentar a família.
Economia e poder de compra em debate
Lula reconheceu que os preços dos alimentos ainda representam um desafio para muitos brasileiros, mas contrapôs a situação atual com o período do governo anterior, destacando que a inflação foi mais acentuada sob a gestão de Jair Bolsonaro. O presidente também ressaltou um aumento no poder de compra do salário mínimo, que, segundo ele, passou a ser capaz de adquirir 2,2 cestas básicas, comparado a 1,8 durante a administração anterior. Ele reafirmou o compromisso de seu governo em continuar ampliando o poder de compra dos trabalhadores.
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