Lula cobra Senado por fim da escala 6x1 e pede avanço na proposta
Presidente da República reforça urgência da mudança na jornada de trabalho, que prevê dois dias de descanso semanal sem redução salarial, e celebra inclusão da PEC na pauta do Senado.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a pressão sobre o Senado Federal para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 seja votada e aprovada. Em pronunciamento nas redes sociais, Lula classificou a mudança como uma "prioridade" de seu governo e enfatizou que "o Brasil precisa fazer" essa alteração, visando garantir melhores condições de vida para os trabalhadores brasileiros.
Senado pauta discussão da PEC 6x1
A declaração do presidente surge em um momento estratégico, com a confirmação de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), incluiu a PEC na pauta de discussões do plenário da Casa para a próxima semana. A expectativa é de que o tema seja debatido em sessões marcadas para terça-feira (6), quarta-feira (7) e quinta-feira (8), a partir das 14h. Lula celebrou a decisão, vendo-a como um passo crucial para a concretização de uma promessa de campanha.
Mais tempo para a vida, menos para o trabalho
A essência da proposta, defendida fervorosamente pelo presidente, reside na ideia de que os trabalhadores não devem "viver apenas para trabalhar". Lula argumenta que a redução da jornada e a garantia de dois dias de descanso por semana, sem qualquer impacto na remuneração, são fundamentais para que os cidadãos possam dedicar mais tempo à família, aos estudos, ao lazer e ao descanso. Ele expressou confiança de que o Senado, assim como a Câmara dos Deputados já fez, saberá "ouvir a sociedade e aprovar esse avanço histórico para milhões de trabalhadores brasileiros".
Tramitação e desafios no Congresso
Apesar da inclusão na pauta, a votação da PEC na próxima semana é considerada incerta. O regimento interno do Senado prevê cinco sessões de discussão no plenário antes da votação, embora um acordo entre os senadores possa acelerar o processo. Para ser aprovada, a PEC necessita do apoio de, no mínimo, 49 votos em dois turnos de votação. A tramitação da proposta enfrentou obstáculos anteriores, incluindo a falta de quórum para votação em plenário e supostas articulações de oposição para adiar a discussão. A relação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também passou por momentos de tensão, mas parece ter se restabelecido, impulsionada pela necessidade mútua de articulação política.
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