Haddad diz que Faria Lima terá de esperar em eventual governo
Candidato ao governo de São Paulo criticou privatizações promovidas na gestão Tarcísio de Freitas e prometeu endurecer regras para concessões e contratos com empresas privadas.

Divulgação
Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (21 de setembro de 2026) que o mercado financeiro terá menos espaço em um eventual governo petista no estado. Durante uma sabatina de 30 minutos à Record, o ex-ministro da Fazenda disse que a Faria Lima, usada como referência ao setor financeiro, “vai ter que esperar um pouquinho”.
Crítica às privatizações
Haddad criticou a política de privatizações e concessões adotada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. Segundo o petista, o próximo governo deve interromper a venda de serviços públicos e ativos estaduais e priorizar os usuários em detrimento da ganância de empresas concessionárias.
“O Estado de São Paulo, sob o meu comando, vai colocar o interesse do usuário na frente do interesse do setor privado”, declarou. Haddad citou serviços funerários, parques e empresas de transporte entre os exemplos de bens e atividades que, em sua avaliação, foram entregues à iniciativa privada durante a atual administração.
Setor privado terá de cumprir contratos
O candidato não defendeu o fim da participação privada em todos os serviços públicos. Haddad reconheceu que concessões podem continuar, especialmente em áreas como a rodoviária, mas afirmou que os contratos precisarão conter penalidades mais rigorosas e mecanismos eficazes para retomada do serviço em caso de descumprimento.
“Você pode conceder uma rodovia, mas tem que ter cláusulas duras, porque, se não entregar o que prometeu, tem que poder retomar a concessão”, afirmou. A proposta busca estabelecer maior controle estatal sobre metas, investimentos e qualidade dos serviços prestados por empresas contratadas pelo governo.
Debate é substituído por sabatina
A sabatina ocorreu após Tarcísio de Freitas confirmar que não participaria do encontro promovido pela Record. A emissora havia convidado os dois candidatos melhor posicionados nas pesquisas para um debate direto. A campanha do governador informou que a ausência estava relacionada à necessidade de conciliar a agenda eleitoral com as responsabilidades à frente do governo paulista.
As declarações de Haddad reforçam o contraste entre os projetos dos dois principais concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes. Enquanto Tarcísio busca a reeleição defendendo seu histórico de concessões, o petista apresenta uma agenda de maior intervenção do estado na fiscalização de contratos e na orientação de investimentos públicos.
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