Fux é o novo relator de ação que envolve Viviane Barci
Luiz Fux foi sorteado para assumir mandado de segurança sobre pedido de acesso a registros de entrada no Senado envolvendo Viviane Barci de Moraes. Alexandre de Moraes havia declarado impedimento.

Divulgação
STF redistribui processo após impedimento
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado na terça-feira, 22 de setembro de 2026, para assumir a relatoria de um mandado de segurança que envolve pedidos de informações sobre registros de entrada de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, no Senado Federal. A redistribuição ocorreu depois que Alexandre de Moraes, relator original do processo, declarou-se impedido de atuar no caso.
Ação questiona resposta dada com base na LAI
O processo foi impetrado pelo vereador de Curitiba e candidato a deputado federal Guilherme Kilter (Novo-PR). A ação questiona a resposta a um pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação, conhecido como LAI, sobre registros de entrada e saída no Senado relacionados a Viviane Barci de Moraes e a outros nomes indicados na petição. A negativa administrativa levou o caso à análise do Judiciário.
Pedido menciona visita a gabinetes de senadores
Kilter afirmou que buscou informações para verificar se algum dos nomes relacionados havia visitado gabinetes de senadores, com destaque para Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá. A citação, contudo, não significa, por si só, a comprovação de irregularidade. O processo deve avaliar se os dados solicitados devem ser disponibilizados e em quais condições, considerando as regras de transparência pública e as hipóteses legais de restrição.
Fux será responsável pelos próximos passos
Com a redistribuição, Luiz Fux passa a responder pelo acompanhamento do mandado de segurança. Caberá ao novo relator analisar os aspectos formais e o mérito do pedido, incluindo eventual discussão sobre liminar e a obrigação de fornecer as informações requeridas. A decisão ainda poderá ser submetida à apreciação dos demais ministros do Supremo, conforme o rito aplicável ao caso.
Transparência e proteção de dados no centro do debate
O processo reacende uma discussão frequente em instituições públicas: o equilíbrio entre o direito da sociedade ao acesso a informações oficiais e a proteção de dados pessoais. Registros de presença em órgãos federais podem ter relevância para o controle social, mas sua divulgação também precisa observar limites legais, especialmente quando envolve pessoas que não ocupam cargos eletivos ou funções públicas.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








