Flávio cobra voto de Cármen Lúcia contra Moraes
Candidato à Presidência Flávio Bolsonaro pede que a ministra Cármen Lúcia vote a favor de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no STF, destacando o impacto da decisão na credibilidade da Corte.

Divulgação
Durante transmissão ao vivo no Instagram, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) pediu à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, que vote a favor da abertura de investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes. Ele afirmou que o posicionamento da ministra será decisivo para o futuro da Corte e para a percepção da sociedade sobre a imparcialidade do Judiciário.
Pedido de investigação ao STF
Flávio Bolsonaro destacou que quatro ministros já se posicionaram a favor da apuração: Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Três são contrários: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, enquanto Moraes e Dias Toffoli devem se declarar suspeitos. O voto de Cármen Lúcia pode romper o empate atual no plenário.
Contexto das mensagens entre Moraes e Vorcaro
O pedido surge após a divulgação de trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Nos diálogos, Vorcaro questiona o andamento das investigações da Polícia Federal e chega a perguntar se deveria deixar o país dois dias antes de sua prisão, em novembro de 2025. Essa correspondência levantou suspeitas de possível favorecimento.
Possíveis desdobramentos
Caso Cármen Lúcia vote contra a abertura da apuração, o placar ficará empatado e, segundo a regra processual, a parte apontada como suspeita terá vantagem, o que beneficiaria Moraes. Se ela votar a favor, a investigação será instaurada e o relatório de André Mendonça, esperado para segunda ou terça‑feira, será pautado por Fachin, com transmissão ao vivo pela TV Justiça.
O candidato concluiu lembrando o histórico de defesa da democracia por parte da ministra e questionou se ela irá proteger a instituição ou o colega de plenário. O desfecho da votação terá repercussão direta na credibilidade do Supremo e no debate público sobre a independência da Justiça no Brasil.
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