Fachin pede parecer da Pgr sobre afastamento de diretor da PF
Luiz Edson Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a manutenção de Andrei Rodrigues à frente da Polícia Federal, em meio a decisões conflitantes no Supremo.

Divulgação
PGR deve se pronunciar antes de nova deliberação
Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em 24 de setembro de 2026 que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. A manifestação deverá ocorrer antes de qualquer nova decisão sobre a permanência ou não do policial no cargo.
O despacho não representa, por si só, uma decisão definitiva sobre o mérito da disputa. A consulta à PGR é uma etapa processual para que o órgão de acusação apresente sua posição antes de Fachin avaliar o futuro de Andrei Rodrigues. A medida também busca evitar novas deliberações contraditórias enquanto a Corte analisa o caso.
Afastamento abre procedimentos na Corregedoria da PF
Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial, foram afastados pelo ministro André Mendonça em 8 de setembro. A determinação também exigiu a instauração de procedimentos criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da Polícia Federal para apurar a produção de relatórios de inteligência que, segundo a acusação, monitoravam autoridades.
No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração imediata dos dois à corporação. Fachin suspendeu as decisões de André Mendonça e Flávio Dino e avocou para si o conhecimento do tema, centralizando a análise no plenário do Supremo.
Disputa amplia crise institucional na Corte
O caso ocupa lugar relevante na crise institucional vivida pelo STF porque envolve a cadeia de comando da Polícia Federal, a produção de inteligência, o controle de investigações contra autoridades e a hierarquia das decisões judiciais. As ordens simultâneas em sentidos opostos aumentaram a disputa sobre quem deve definir o rumo das apurações.
A manifestação da PGR poderá abordar tanto aspectos jurídicos do afastamento quanto os limites da atuação dos órgãos de investigação. Fachin deverá decidir posteriormente se mantém a suspensões e qual será o enquadramento das apurações, sem que a solicitação de parecer indique, antecipadamente, qual será o entendimento final do Supremo.
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