PM de SP cria batalhão com duplas em motos e fuzis
A Polícia Militar de São Paulo cria o BRAvO com 250 policiais e 150 motocicletas para combater roubos e furtos na capital. As equipes atuarão em áreas de maior incidência criminal, com foco em celulares e ocorrências do tipo “quebra-vidro”.

Divulgação
A Polícia Militar de São Paulo anunciou nesta terça-feira (22) a criação do BRAvO (Batalhão de Resposta Avançada Operacional), uma nova estrutura destinada a reforçar o combate a roubos e furtos na capital paulista. A unidade começa a operar com 250 policiais e 150 motocicletas, combinando mobilidade, patrulhamento direcionado e atuação em regiões com maior concentração de crimes.
Mobilidade em áreas de trânsito intenso
A escolha das motocicletas busca facilitar o deslocamento das equipes em vias congestionadas e em locais de difícil acesso para viaturas maiores. O modelo deve permitir respostas mais rápidas a ocorrências dinâmicas, especialmente aquelas cometidas em sequência e com fuga imediata, como roubos de celulares e assaltos a motoristas.
Foco em roubos e ações “quebra-vidro”
Na primeira fase, o batalhão terá atuação concentrada principalmente na região central da capital. Entre os crimes priorizados estão furtos e roubos de aparelhos celulares, além das ações conhecidas como “quebra-vidro”, nas quais criminosos quebram vidros de veículos parados para levar bolsas, eletrônicos e outros objetos deixados no interior dos automóveis.
Patrulhamento definido por dados criminais
A Secretaria da Segurança Pública informou que os locais de atuação serão definidos com base em registros criminais, mapas de calor e informações do programa Muralha Paulista. A distribuição do efetivo poderá ser alterada conforme a movimentação das ocorrências, permitindo que as equipes sejam deslocadas para pontos onde houver aumento recente da criminalidade.
Duplas e armamento conforme a missão
As equipes serão formadas, em parte, por dois policiais em cada motocicleta, embora a composição possa variar de acordo com o tipo de serviço. Agentes habilitados poderão portar fuzil quando a missão exigir, seguindo os protocolos operacionais da corporação. A medida reforça o caráter ostensivo da unidade, sem indicar que todas as motocicletas sairão com armamento longo.
Queda nos roubos não elimina pressão sobre a capital
São Paulo registrou 92.690 roubos no primeiro semestre de 2026, número inferior aos mais de 100 mil casos contabilizados no mesmo período de 2025. Apesar da redução, alguns corredores continuam concentrando registros: a Avenida Cruzeiro do Sul teve 254 ocorrências; a Avenida Sapopemba, 211; e as avenidas do Estado e Paulista, 190 cada uma.
A criação do BRAvO representa uma tentativa de intensificar a presença policial nos pontos mais vulneráveis e aumentar a capacidade de resposta da PM. O desafio será manter o patrulhamento baseado em dados e avaliar, ao longo da operação, se a nova estrutura produz redução efetiva dos roubos e maior sensação de segurança para moradores, trabalhadores e motoristas da capital.
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