A fazenda “É o Amor”, avaliada em R$ 65 milhões, não é apenas uma propriedade rural: é um marco da trajetória de Zezé Di Camargo. Localizada em Arapaguaz, interior de Goiás, a área de 1.500 hectares abriga instalações milionárias que refletem o sucesso do cantor, que ao lado do irmão Luciano, ajudou a popularizar o sertanejo nos anos 1990 e 2000. Mas o que torna esse lugar ainda mais especial não são apenas os números, e sim as histórias que ele carrega — e que agora voltam a circular entre fãs e curiosos.
A fazenda que nasceu do sonho sertanejo e virou patrimônio
Construída com investimentos milionários, a propriedade é apontada como a “mais bonita do Brasil” por especialistas em arquitetura rural. Zezé Di Camargo, que sempre foi conhecido por seu estilo refinado, transformou a fazenda em um verdadeiro palácio no campo. O local não serve apenas como residência: é um centro de produção agropecuária, onde o cantor aplica técnicas modernas de gestão e ainda recebe visitantes para eventos exclusivos.
O nome “É o Amor” não é mera coincidência. Ele homenageia um dos maiores sucessos da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, lançado em 1994 e que se tornou um hino do sertanejo. A fazenda, assim, é uma extensão da identidade do artista: um misto de nostalgia, luxo e ambição. “Aqui é onde eu me sinto em paz”, declarou o cantor em entrevistas recentes, destacando que o local é também um refúgio longe dos holofotes.
De cenário de gravações a símbolo de poder no agro
Durante a pandemia, a fazenda ganhou ainda mais visibilidade. Foi lá que Zezé Di Camargo gravou o EP solo “Rústico”, um projeto que marcou seu retorno à música após a perda do irmão Luciano, em 2019. Além disso, o local serviu como palco para um documentário que explorou não só a vida do artista, mas também os bastidores da agropecuária de ponta em Goiás.
O investimento em terras e infraestrutura coloca Zezé Di Camargo entre os sertanejos que diversificaram suas fontes de renda. Enquanto muitos artistas do gênero se limitam à música, ele apostou na agropecuária, uma decisão que reforça seu perfil de empreendedor. “Não adianta só cantar bem se você não tem onde aplicar o seu dinheiro”, afirmou em entrevistas, destacando que a fazenda é uma das suas maiores paixões.
Por que a fazenda voltou a ser assunto agora?
A repercussão em torno da propriedade não é passageira. Ela está ligada a três fatores principais: o legado musical de Zezé Di Camargo, a imagem de sucesso que ele construiu ao longo dos anos e o interesse crescente do público por bastidores de celebridades. A fazenda, além de ser um símbolo de status, também é um lembrete de como o sertanejo deixou de ser um gênero regional para se tornar um fenômeno nacional — e internacional.
Para os fãs, a propriedade representa uma conexão direta com a história do artista. Para os curiosos, é uma oportunidade de conhecer um lado menos explorado de Zezé: o do homem de negócios que transformou sua paixão pela terra em um império. E para a mídia, é um prato cheio: uma narrativa que mistura música, agro, luxo e uma pitada de drama familiar, especialmente após a morte de Luciano.
O que a fazenda representa para o sertanejo e para Goiás
A propriedade não é apenas um capricho milionário. Ela reflete a ascensão do sertanejo como um dos gêneros musicais mais rentáveis do Brasil, capaz de gerar fortunas e transformar vidas. Zezé Di Camargo, com sua fazenda, é um exemplo disso: um artista que soube capitalizar seu sucesso não só na música, mas também em outros empreendimentos.
Para Goiás, a fazenda é um orgulho local. Arapaguaz, cidade onde ela está localizada, ganha destaque nacional graças a esse empreendimento, que atrai visitantes e reforça a imagem do estado como um polo de inovação no agro. Além disso, a propriedade serve como um case de sucesso para outros artistas que buscam diversificar suas fontes de renda.
Em um momento em que o sertanejo enfrenta desafios de mercado e a concorrência de novos gêneros musicais, a fazenda de Zezé Di Camargo é um lembrete de que o legado desse ritmo vai muito além dos palcos. Ele está enraizado na cultura, na economia e até na arquitetura do Brasil rural.
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