A missão comercial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Oregon, nos Estados Unidos, entre 13 e 14 de maio, marcou um avanço estratégico para o agronegócio brasileiro. Com oito empresas de setores como café, açaí, cachaça e carnes, a iniciativa buscou consolidar a presença de produtos brasileiros no terceiro maior destino das exportações agropecuárias nacionais.
Oportunidades em um mercado de US$ 200 bilhões
Os Estados Unidos importaram US$ 11,4 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, segundo dados oficiais. O estado de Oregon, em particular, destaca-se pelo mercado de alimentos especiais, que movimenta mais de US$ 200 bilhões anualmente. Produtos com identidade, origem e diferenciação — como café, açaí, cachaça e chocolate — encontram espaço em redes varejistas, restaurantes e distribuidores regionais.
Rodadas de negócios e visitas técnicas em Portland
A delegação brasileira participou do Fórum Econômico Brasil-Oregon, além de rodadas de negócios e visitas a redes varejistas locais. As empresas tiveram a chance de conhecer o perfil dos consumidores americanos e discutir estratégias para inserção de seus produtos nas prateleiras. A programação incluiu ainda uma visita ao Porto de Portland, onde foi apresentada a estrutura logística do Terminal 6, principal terminal de contêineres do estado.
Cachaça e café brasileiros ganham destaque
Entre os destaques da missão, a visita à única torrefação de café brasileira em operação em Oregon serviu como exemplo de como o Brasil pode fortalecer sua presença no mercado local. Produtos como cachaça e açaí também foram alvo de interesse por parte de compradores e distribuidores, que buscam diferenciação em um setor cada vez mais exigente.
A coordenação da missão e o papel do Mapa
A missão foi coordenada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, com a participação da adida agrícola do Brasil nos EUA, Ana Lucia Viana, e do coordenador-geral de Promoção Comercial, Péricles Mendes da Silva. O apoio da cônsul honorária do Brasil em Oregon, Daniela Andrade, reforçou a importância do diálogo entre os setores público e privado.
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