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Mel do semiárido mineiro conquista paladares europeus: 350 toneladas de ouro líquido exportadas em cinco anos

Roberto Neves
18 de maio de 2026 às 10:22
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Mel do semiárido mineiro conquista paladares europeus: 350 toneladas de ouro líquido exportadas em cinco anos
Divulgação / Imagem Automática

Em cinco anos, o mel produzido no semiárido mineiro deixou de ser uma atividade secundária da agricultura familiar para se tornar um dos produtos mais cobiçados do agronegócio brasileiro no exterior. Com cerca de 350 toneladas exportadas desde 2022, a região ganhou destaque em mercados exigentes como Suíça, Bélgica, Kuwait e União Europeia, consolidando-se como uma das apiculturas mais promissoras do país.

O segredo está na terra: diversidade de floradas e sabor único

A geografia singular do Norte de Minas Gerais — uma área de transição entre Cerrado e Caatinga — é a chave para o perfil sensorial que conquistou consumidores internacionais. A combinação de floradas de aroeira, café, abacate e espécies nativas do semiárido confere ao mel características aromáticas, texturais e de sabor distintas, capazes de atender aos padrões premium da Europa.

Certificações e qualificação: o passaporte para o mercado global

Desde 2016, o Sebrae Minas tem atuado ao lado dos apicultores locais com programas de capacitação e consultorias voltados para a exportação. O investimento em qualificação técnica e a obtenção de certificações internacionais — como Naturland e Bio Suisse, consideradas as mais rigorosas da Europa — foram decisivos para abrir as portas dos principais importadores. Somente nos primeiros meses de 2026, a Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas (Coopemapi) já exportou 42 toneladas do produto.

Europa: o grande palco do mel mineiro

O mercado europeu, maior consumidor de mel do mundo em termos per capita, tem sido o principal destino das exportações. A demanda por alimentos naturais, sustentáveis e rastreáveis — especialmente aqueles ligados à agricultura familiar — impulsiona a valorização do mel norte-mineiro. Produtores locais agora competem de igual para igual com gigantes do setor, graças ao selo de qualidade que garante origem ética e processos transparentes.

Impacto social: renda e dignidade para famílias rurais

A apicultura no Norte de Minas não é apenas um negócio promissor; é uma ferramenta de transformação social. Ao envolver diretamente pequenas propriedades e famílias rurais, o setor tem gerado renda estável e reduzido a migração para centros urbanos, além de incentivar práticas agrícolas sustentáveis. Com o sucesso internacional, a região se projeta como um modelo de como a agricultura familiar pode competir — e vencer — nos mercados globais.

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