A 19ª edição da Fenasul e a 46ª Expoleite, realizadas entre os dias 13 e 17 de maio no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, encerraram com números recordes que reforçam o papel do Rio Grande do Sul como um dos principais polos agropecuários do país. Com um público estimado em 200 mil pessoas e a participação de mais de 1,4 mil animais — entre bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, equinos e pequenos animais — o evento consolidou-se como um termômetro das tendências e desafios do setor.
A pujança genética gaúcha em destaque com 500 animais na Fenovinos
O evento não apenas reuniu a maior exposição de gado do Sul do país, mas também abrigou a 38ª Fenovinos, que trouxe ao parque cerca de 500 animais de 13 raças diferentes. A integração entre as feiras, segundo o secretário da Agricultura do Estado, Márcio Madalena, representa um ciclo virtuoso: “A Região Metropolitana recebe a feira e devolve ao interior. No ano que vem, será em São Borja, com muito orgulho de ter sediado essa edição”, declarou durante o desfile dos campeões.
Políticas públicas e renegociação de dívidas entram na pauta do setor
Madalena aproveitou o palco da Fenasul Expoleite para reafirmar o compromisso do governo estadual com a agricultura familiar e a pecuária de grande escala. “Estamos atentos aos movimentos em Brasília para a renegociação das dívidas dos produtores rurais e acompanhamos de perto a tramitação do PL 5122, que amplia incentivos à produção nacional de fertilizantes”, destacou. A medida, segundo ele, é crucial para reduzir a dependência de insumos importados e fortalecer a autonomia do produtor gaúcho.
Lideranças do setor celebram união em torno da produção nacional
Marcos Tang, presidente da Gadolando e da Febrac, elegeu os produtores como os verdadeiros protagonistas do evento. “Vocês representam o Brasil que dá certo, do pequeno ao grande produtor. O respeito que temos por vocês deve ser enorme”, afirmou, em discurso que ecoou entre os mais de 200 mil visitantes. Já Domingos Velho Lopes, presidente da Farsul, enfatizou o papel das feiras como vitrine do trabalho agropecuário: “Eventos como este são essenciais para mostrar ao Brasil e ao mundo a qualidade do que produzimos”, declarou.
Negócios e inovação: o legado econômico da feira
Embora os dados oficiais de faturamento ainda não tenham sido divulgados, fontes do setor estimam que a feira tenha movimentado mais de R$ 1,4 bilhão em negócios, desde a venda de animais até a comercialização de insumos e tecnologias. A presença de 38 estandes de empresas do agronegócio e a realização de palestras sobre inovação na pecuária leiteira e corte reforçaram o caráter estratégico do evento para a cadeia produtiva.
Para 2025, a expectativa é de que a feira se desloque para São Borja, mantendo a tradição de levar desenvolvimento e inovação para diferentes regiões do estado. Enquanto isso, o legado da 19ª Fenasul e 46ª Expoleite permanece: um retrato vivo da resiliência e da vocação agropecuária do Rio Grande do Sul.
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