Senador Canedo volta a ser alvo da Operação Carbono Oculto
O município de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, foi alvo de mandado de busca e apreensão na terceira fase da Operação Carbono Oculto. As investigações apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e movimentações atípicas ligadas ao setor de combustíveis.

Divulgação
O município de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, voltou a ser alvo de medidas da Operação Carbono Oculto nesta quinta-feira (24). Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na cidade durante a terceira fase das investigações, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal.
Nova fase investiga ocultação patrimonial
Denominada Operação Crédito Oculto, a etapa mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens relacionado ao mercado de combustíveis. Ao todo, foram expedidos mandados de busca e apreensão contra 13 pessoas físicas e 19 empresas. As diligências ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás.
Cidade já havia recebido mandados
Senador Canedo já havia sido alvo de uma fase anterior da investigação. Em agosto de 2025, o Ministério Público de Goiás cumpriu dez mandados de busca e apreensão em empresas associadas ao comércio, à produção e à distribuição de combustíveis no município. Naquele momento, as autoridades apuravam suspeitas de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor.
Estrutura financeira é alvo das investigações
Os investigadores analisam agora uma rede que teria utilizado empresas, fintechs, holdings, fundos de investimento e sociedades patrimoniais para ocultar beneficiários de uma usina sucroalcooleira. Essa estrutura também teria sido usada para viabilizar o financiamento da compra de uma grande distribuidora de combustíveis.
Uma empresa financeira incluída na apuração movimentou aproximadamente R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. As autoridades também examinam uma operação de cerca de R$ 370 milhões em direitos creditórios envolvendo a Terrana. Um repasse próximo de R$ 100 milhões chamou a atenção por ter transitado por contas de empresas e fintechs antes de chegar à companhia relacionada ao negócio.
Executivos e empresas estão entre os alvos
Entre os investigados estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, os irmãos André e Bruno Tupinambá e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, proprietário da Entre Investimentos. A empresa aparece relacionada ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. As autoridades verificam investimentos de fachada e operações financeiras consideradas atípicas.
Investigação deve avançar por vários estados
A Operação Crédito Oculto continua em andamento, com participação de órgãos de segurança e instituições estaduais. Os próximos passos devem buscar a origem dos recursos, a identificação dos beneficiários finais e eventuais vínculos entre pessoas e empresas envolvidas. Os alvos ainda podem apresentar defesa, e qualquer responsabilidade criminal dependerá de apuração e decisão judicial.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








