Habitação em Goiás: propostas dos candidatos vão da reforma urbana ao aluguel social
Os planos dos candidatos ao governo de Goiás para 2026 combinam expansão de moradias, regularização fundiária, aluguel social, recuperação de imóveis vazios e planejamento urbano.

Divulgação
Os seis candidatos ao governo de Goiás nas eleições de 2026 apresentam caminhos diferentes para enfrentar o déficit habitacional e melhorar as condições de moradia no Estado. A disputa reúne propostas que vão da ampliação de programas estaduais e da regularização fundiária à reforma urbana, ao aluguel social e ao combate à especulação imobiliária. Daniel Vilela, Danilo Pinheiro, Luciana Amorim, Luis Cesar Bueno, Marconi Perillo e Wilder Morais colocam a habitação como tema ligado à proteção social, ao planejamento das cidades e ao desenvolvimento econômico.
Ampliação das moradias e regularização fundiária
Daniel Vilela, do MDB, insere a habitação no eixo Desenvolvimento Humano e Bem-Estar, com a proposta Moradia Digna e Segurança para as Famílias. O plano prevê ampliar programas estaduais de construção, melhoria de imóveis e acesso à casa própria, priorizando famílias em situação de vulnerabilidade e municípios com maiores necessidades habitacionais. A regularização fundiária também aparece como medida central, com o objetivo de garantir segurança jurídica às famílias que já vivem em áreas ainda sem documentação adequada.
O programa menciona iniciativas como Aluguel Social e Casas a Custo Zero, mas destaca como linha principal a ampliação da oferta de moradias, a melhoria das condições de permanência e a regularização de imóveis. Para a campanha, a política habitacional deve contribuir para a qualidade de vida, a segurança patrimonial e o planejamento das famílias.
Reforma urbana e uso de imóveis vazios
Luciana Amorim, da Unidade Popular, coloca a reforma urbana no centro da proposta. Seu plano associa habitação, infraestrutura, mobilidade, saneamento e coleta de lixo, com investimentos voltados às periferias e aos assentamentos precarizados. A candidatura defende recuperar imóveis vazios para transformar o espaço em moradia e equipamentos comunitários, além de interromper remoções de famílias que não têm onde morar.
A proposta também prevê um programa massivo de habitação popular e um plano estadual de acompanhamento das pessoas em situação de rua. A ideia é reduzir a expansão desordenada das cidades e aproximar moradia, trabalho, educação e serviços, tratando o acesso à cidade organizada como parte do desenvolvimento social.
Aluguel social e enfrentamento da especulação
Danilo Pinheiro, do PCO, aborda a habitação a partir do combate à especulação imobiliária. O programa defende a expropriação de imóveis vagos pertencentes a especuladores, a proibição de despejos e desocupações e um plano nacional para a construção de milhões de moradias populares. A execução seria acompanhada por trabalhadores, com geração de empregos e uso de recursos ligados à exploração de riquezas naturais para áreas como saúde, educação, infraestrutura e habitação.
A proposta do PCO tem caráter nacional e não apresenta metas ou mecanismos específicos para a administração estadual de Goiás. Ainda assim, a candidatura coloca a moradia como direito social e vincula a construção de habitações populares a uma transformação mais ampla da economia e da sociedade.
Planejamento regional e novos desafios
Luis Cesar Bueno, do PT, relaciona a habitação ao modelo de desenvolvimento baseado em oito zonas econômicas. Para o candidato, a expansão urbana precisa ser integrada ao emprego, ao transporte e aos serviços, evitando que o crescimento das cidades aumente deslocamentos e desigualdades. Em diferentes regiões, a proposta conecta infraestrutura produtiva à necessidade de moradia adequada.
A comparação dos programas mostra diferenças de método e de prioridades. Há quem enfatize a ampliação dos programas estaduais e a regularização, quem defenda a reforma urbana e o uso de imóveis vazios, e quem proponha medidas mais amplas contra a especulação. Para os eleitores, a avaliação deve considerar não apenas as promessas, mas também financiamento, capacidade de execução, metas claras e impacto direto sobre as famílias que enfrentam dificuldades para morar com dignidade.
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