Cora completa um ano com 34,7 mil atendimentos a crianças com câncer
Complexo Oncológico de Referência de Goiás registra 34.783 atendimentos em um ano e amplia o acesso a consultas, cirurgias, quimioterapia e transplante de medula óssea.

Divulgação
Tratamento especializado mais perto de casa
O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) completa um ano de inauguração oficial com 34.783 atendimentos realizados. A unidade, localizada em Goiânia, mudou a rotina de crianças e adolescentes com câncer ao concentrar consultas, exames, cirurgias e quimioterapia em uma mesma estrutura da rede pública estadual. Os atendimentos começaram em junho de 2025, antes da inauguração oficial.
Para pacientes de outras cidades, a existência do complexo reduz deslocamentos longos e ajuda a preservar o convívio familiar. Ariela Anita, de 13 anos, mora em Anápolis e faz tratamento no local desde março. Ela destaca que, antes da inauguração do Cora, muitos casos exigiam viagens para unidades em outros estados, especialmente para Barretos, em São Paulo.
Mais de 7 mil consultas médicas
Entre os números levantados pelo hospital estão 12.840 consultas multiprofissionais, 7.131 consultas médicas e 7.148 exames especializados. A unidade também realizou 3.678 sessões de quimioterapia, 2.077 cirurgias e 1.903 procedimentos cirúrgicos de menor porte. Desde março, o Cora passou a oferecer transplante de medula óssea e já contabiliza nove procedimentos desse tipo.
O oncologista pediátrico Renato Melaragno ressalta que o câncer infantil é uma doença rara, mas continua entre as principais causas de morte de crianças e adolescentes. Antes do Cora, parte dos pacientes precisava passar por diferentes serviços dentro e fora de Goiás. A centralização do atendimento permite acompanhar casos complexos, como tumores cerebrais, sem fragmentar o tratamento.
Diagnóstico e início da terapia em poucos dias
A estrutura também busca reduzir o intervalo entre a suspeita da doença, a confirmação do diagnóstico e o início do tratamento. Segundo o secretário estadual de Saúde, Rasível Santos, a média entre a primeira consulta no Cora e o começo da terapia é de cinco dias. Em geral, os exames e o diagnóstico ficam prontos em três dias, e o tratamento começa dois dias depois. Nos casos de doenças hematológicas, a terapia pode ter início no mesmo dia da confirmação.
Além de pacientes goianos, o hospital já recebe crianças e adolescentes do Mato Grosso, de Rondônia, do Acre, do Amazonas e da Bahia. Para as famílias, a assistência humanizada e a possibilidade de retornar para casa após os procedimentos tornaram-se parte importante do cuidado. Como resume Rasível Santos, tratar a criança também significa amparar os pais, os irmãos e toda a rede familiar afetada pela doença.
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