Times de futebol encaram o campo sem patrocínio de apostas após proibição
Com a Medida Provisória 1.394 em vigor, clubes buscam alternativas criativas para preencher o espaço master das camisas, com patrocínios pontuais e divulgação de lojas oficiais.

Divulgação
A terça-feira, 6 de outubro de 2026, marcou o início de uma nova era para o futebol brasileiro em relação a patrocínios. Times como Sport, Athletic e Goiás entraram em campo para partidas válidas pela Série B do Campeonato Brasileiro sem a presença de casas de apostas em seus uniformes principais. O Sport enfrentou o São Bernardo no Recife, enquanto Athletic e Goiás mediram forças em Goiânia, protagonizando os primeiros jogos profissionais do país sob a nova regulamentação.
Saídas criativas para o espaço master
A proibição, determinada pela Medida Provisória 1.394 de 2026, que restringiu apostas esportivas e jogos online no Brasil, forçou os clubes a buscarem alternativas. O Sport, anteriormente patrocinado pela Betnacional, exibiu em sua camisa a plataforma de fotografias Banlek, um acordo classificado pelo clube como "pontual" e válido apenas para a partida em questão. Essa estratégia demonstra a busca por soluções imediatas para preencher o vazio deixado pelo patrocínio de apostas.
Divulgação da marca própria e acordos pontuais
O Athletic, de Minas Gerais, optou por uma abordagem diferente, substituindo a Bet Nacional pelo "Esquadrão 1909", a loja oficial do clube. Essa medida não apenas cumpre a exigência da MP, mas também fortalece a marca própria e incentiva o comércio direto com seus torcedores. O Goiás, por sua vez, encerrou seu contrato com a Viva Sorte Bet antes mesmo da publicação da MP. No entanto, o clube goiano ainda exibe a marca Viva Sorte em seu uniforme, pois a empresa é classificada como um título de capitalização de filantropia premiável, modalidade que não se enquadra na proibição.
Impacto e adaptação no cenário esportivo
O São Bernardo, adversário do Sport, não precisou fazer alterações em seu uniforme, pois já estampava a marca Magnum SCD em sua área comercial principal. A partida entre Ponte Preta e Juventude também não contou com equipes patrocinadas por casas de apostas. A situação evidencia a necessidade de adaptação rápida do mercado de patrocínios no futebol, com clubes explorando novas parcerias e estratégias para manter a saúde financeira, ao mesmo tempo em que se adequam às novas regulamentações impostas pelo governo.
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