Adson Batista critica o Pt e defende encerramento planejado das bets
O presidente do Atlético-GO afirmou ser contra as casas de apostas, mas criticou uma possível mudança imediata e destacou a necessidade de respeitar contratos firmados com os clubes.

Divulgação
O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, voltou a se manifestar contra a permanência das casas de apostas no Brasil. Durante entrevista coletiva, o dirigente reafirmou que é favorável ao eventual encerramento das bets no país, mas alertou que qualquer decisão deve considerar contratos já assinados por clubes e patrocinadores.
Crítica ao PT e posicionamento político
Adson Batista relacionou a discussão ao momento de campanha presidencial e afirmou que a proposta de restrição ao setor poderia ter características eleitorais. O rubro-negro também expôs seu posicionamento político e criticou o Partido dos Trabalhadores. “Eu vejo petista com desvio moral e intelectual. Eu vejo assim, é minha forma de entender e cada um com a sua vida”, declarou.
Contratos e impactos financeiros
Apesar de ser contra as apostas, Adson Batista defende que as bets permaneçam no Brasil até o término dos contratos em vigor. Para o presidente do Atlético-GO, uma saída imediata poderia gerar problemas financeiros e obrigações de devolução de valores recebidos antecipadamente. “Nós já recebemos da nossa patrocinadora, que paga bem e paga certo. Então como é que a gente vai romper um contrato? Terá que restituir? Tem que ser muito analisado tudo isso”, afirmou.
A preocupação também foi destacada pelo vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo. Embora defenda a manutenção das casas de apostas, Bravo também criticou uma proibição abrupta e alertou para os prejuízos que a medida poderia causar aos clubes goianos.
Discussão precisa avançar com planejamento
Adson Batista ressaltou que sua oposição às bets não surgiu com o debate eleitoral. Segundo o dirigente, ele nunca praticou apostas e considera que o futebol deve ser o único elemento ligado ao entretenimento esportivo. “Jogo que eu gosto é só futebol”, completou.
A discussão sobre o futuro do mercado ocorre em um momento sensível para os clubes, que passaram a contar com receitas relevantes provenientes de patrocinadores do setor. A saída das empresas exigiria reposição de contratos e reorganização orçamentária, tornando essencial que eventuais restrições sejam estudadas previamente e executadas de forma gradual.
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