Artesanato e memória viram terapia comunitária na Estação Leopoldina
Projeto Artesania reúne mulheres de diferentes idades em oficinas gratuitas de artesanato, memória e convivência. Encontros acontecem às quintas-feiras, sem necessidade de inscrição prévia.

Divulgação
O artesanato se transformou em ferramenta de acolhimento, convivência e valorização da memória no projeto Artesania, realizado na Estação Leopoldina, em Vila Velha, no Espírito Santo. A iniciativa, criada pela Secretaria Municipal de Educação, ganhou força após a adesão espontânea de mulheres da região de Argolas, muitas delas com mais de 60 anos.
Do artesanato à valorização da memória
O nome Artesania une as palavras artesanato e terapia e resume o objetivo do projeto: oferecer um espaço de escuta, criação e pertencimento. As participantes têm trajetórias, idades e níveis de socialização diferentes, mas encontram nos encontros uma oportunidade de compartilhar histórias, fortalecer vínculos e construir novas relações comunitárias.
Oficinas aproveitam materiais que seriam descartados
As atividades acontecem todas as quintas-feiras, das 14h às 17h, e seguem uma dinâmica participativa. Ao final de cada encontro, o grupo decide coletivamente o tema da próxima oficina. Desde março, foram realizadas produções de macramê, joalheria artesanal, couro sustentável feito com papel de saco de cimento e flores confeccionadas com material reciclável.
Até o Natal, as participantes vão trabalhar com a ressignificação de resíduos para criar bibelôs e objetos decorativos. A proposta mostra que materiais descartados podem ganhar novas funções, assim como experiências e memórias pessoais podem ser transformadas em expressão artística e protagonismo social.
Estação Leopoldina vira espaço de convivência
Para a coordenação do projeto, a Estação Leopoldina deixou de ser apenas um local de atividades e passou a funcionar como uma extensão da casa das participantes. O Artesania começou com a intenção de gerar alternativas de renda, mas ganhou uma dimensão ainda mais ampla ao perceber que a valorização das vivências e o fortalecimento dos laços comunitários eram partes fundamentais do processo.
Os encontros são gratuitos e têm limite de 30 vagas. Não é necessário fazer inscrição: quem tiver interesse pode procurar diretamente a coordenação da Estação Leopoldina e participar das atividades. O projeto também reforça o papel social da educação ao promover aprendizagem, criatividade e convivência fora do ambiente escolar tradicional.
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