Academia Pirenopolina de Letras celebra doação de livros com programação cultural
Instituição em Pirenópolis recebe acervo do pirenopolino Antônio Geraldo de Oliveira e promove evento com exposição de artes, palestra, música e lançamento de livro.

Divulgação
A Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (APLAM) se prepara para uma noite de celebração e cultura em sua sede, localizada na histórica Casa de Câmara e Cadeia, em Pirenópolis. O evento, que acontece nesta sexta-feira (25/9), a partir das 19h, marca o recebimento de um valioso acervo bibliográfico pessoal doado pela família do pirenopolino Antônio Geraldo de Oliveira. A ocasião será coroada com uma extensa programação que visa enriquecer o cenário cultural da cidade.
Ampla programação cultural em Pirenópolis
A noite contará com uma diversificada agenda cultural. Uma exposição de artes abrirá os trabalhos, seguida por uma palestra dedicada à obra do renomado escritor Bernardo Élis, ministrada pelo acadêmico João Guilherme da Trindade Curado. O evento também será palco para apresentações musicais, incluindo a participação especial dos alunos da Banda Phoenix, uma instituição musical pirenopolina fundada em 1893, e a performance de Maria Liz, acompanhada pelo violão de Walter Jayme Neto. O Instituto Cultural e Educacional Bernardo Élis para os Povos do Cerrado (Icebe) contribui com a Oficina de Aquarela da artista plástica Wal Curado e a já mencionada palestra sobre Bernardo Élis.
Lançamento de livro e homenagem ao doador
Um dos pontos altos da programação será o lançamento do livro “Do Barro ao Pó: A Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos em Pirenópolis – História e memória (1743-1944)”, de Geancarlo Jayme. A obra é fruto de sua pesquisa de Mestrado em Ciências Sociais e Humanidades e aborda a história da capela destinada às práticas religiosas de negros escravizados. Paralelamente, a APLAM prestará uma homenagem póstuma a Antônio Geraldo de Oliveira, expressando profunda gratidão pela generosa doação de seu acervo. A escritora Maurivânia Aparecida de Farias ressaltou a importância de indivíduos como Oliveira, que “constroem um lugar para onde desejam voltar, preservam histórias, guardam memórias e deixam, naqueles que permanecem, marcas que o tempo não consegue apagar”.
Legado e a paixão pelo interior
Antônio Geraldo de Oliveira, pirenopolino de nascimento, manteve um forte vínculo com sua terra natal, especialmente com a comunidade do Fundão. Sua trajetória profissional, que incluiu uma carreira no Banco de Brasília (BRB) após a conclusão do curso de Contabilidade, foi marcada pelo sonho de retornar e construir seu refúgio na fazenda. A casa que ergueu em um ponto elevado do morro, com varandas que serviam de mirante, era a materialização desse desejo de estar em contato com a natureza que tanto amava. Sua paixão por colecionar não se limitava a objetos; ele era um guardião de histórias, memórias e raízes, dedicando-se nos últimos tempos à pesquisa genealógica e à organização de sua vasta biblioteca pessoal, agora parte do acervo da APLAM.
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