Dólar fecha em R$ 5,103 e Ibovespa sobe 0,44%
Mercado reagiu à ata do Copom, ao discurso de Lula na ONU e a levantamento da Quaest sobre o segundo turno.

Divulgação
Os mercados brasileiros registraram movimento positivo nesta terça-feira (22 de setembro de 2026). O dólar caiu 0,11% e fechou em R$ 5,103, enquanto o Ibovespa avançou 0,44% e encerrou em 187.422,92 pontos. A sessão foi marcada pela análise dos investidores sobre os sinais da política monetária, os impactos do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Organização das Nações Unidas e os dados eleitorais mais recentes.
Ata do Copom reforça cautela com a inflação
A ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central indicou que a inflação continua pressionada pela demanda. Para o documento, a persistência dessa pressão exige a manutenção de juros restritivos, mesmo após a redução da Selic. A leitura do Banco Central aponta que a autoridade monetária seguirá atenta à evolução dos preços e aos riscos para a estabilidade macroeconômica.
A Selic foi reduzida de 14% para 13,75% ao ano na reunião realizada nesta quarta-feira (16 de setembro). Foi a quinta queda consecutiva, sempre de 0,25 ponto percentual, em uma decisão unânime entre os integrantes do colegiado. A sequência de cortes busca equilibrar o apoio à atividade econômica com o controle da inflação, mas a ata deixa claro que o ambiente ainda exige prudência.
Discurso de Lula na ONU é acompanhado pelo mercado
O discurso do presidente na ONU também entrou na leitura dos investidores. Lula afirmou que não permitirá que “inimigos da democracia”, internos ou externos, atentem contra a vontade popular nas eleições de 4 de outubro. Segundo o presidente, o pleito será “transparente e competitivo”, com liberdade de expressão para todos os candidatos.
O tema ganhou relevância porque as eleições brasileiras movimentam expectativas sobre o cenário fiscal, regulatório e político do país. Para o mercado, a estabilidade das instituições e a previsibilidade das regras continuam sendo fatores importantes para a avaliação de riscos no médio prazo.
Quaest aponta empate técnico no segundo turno
O levantamento da Quaest, divulgado na segunda-feira (21 de setembro), mostra Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) tecnicamente empatados na disputa de segundo turno. O congressista aparece com 42% das intenções de voto, contra 41% do presidente. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que significa que a diferença entre os candidatos está dentro da faixa de incerteza da pesquisa.
Para os investidores, os dados eleitorais reforçam a necessidade de acompanhamento do calendário político. A proximidade entre os candidatos pode ampliar a volatilidade até a definição do resultado, mas a atuação do dia também foi influenciada pela combinação entre juros, inflação e percepção de risco no ambiente internacional.
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