TCU adia decisão sobre retomada de trecho da Transnordestina
Ministro Jonathan de Jesus pede vista por 15 dias para alinhar posições sobre a continuidade de obras do projeto estratégico.

Divulgação
O Tribunal de Contas da União (TCU) adiou, nesta quarta-feira (30.set.2026), a análise de um pedido de reexame que poderia destravar novos compromissos financeiros para a retomada de um trecho crucial da Ferrovia Transnordestina. A decisão de suspender novos aportes, que afeta o segmento Salgueiro–Suape, foi mantida em suspenso após o ministro Jonathan de Jesus solicitar um prazo de 15 dias para "alinhar" ideias com o relator do caso, Benjamin Zymler.
Análise técnica e financeira em pauta
O cerne da questão reside em uma decisão anterior da Corte, datada de 13 de maio, que determinou ao Ministério dos Transportes e à Infra S.A. a suspensão de novos compromissos financeiros. A exigência é a apresentação de uma base técnica atualizada e considerada idônea, que comprove a pertinência e a vantajosidade socioeconômica do investimento. Essa medida impediu, por exemplo, a contratação das obras do lote SPS 04, um segmento de 73,3 km entre os municípios pernambucanos de Custódia e Arcoverde.
Histórico de suspensões e reiterações
A Ferrovia Transnordestina, projeto de grande importância estratégica para o escoamento de produtos do interior do Nordeste para os portos da região, já enfrentou outras paralisações. Em julho, ao analisar embargos de declaração apresentados pela Infra S.A., o TCU reafirmou a decisão, permitindo a continuidade de contratos vigentes e atos preparatórios, mas mantendo o bloqueio para a emissão de ordens de serviço para a execução física das obras, até que as deficiências de fundamentação apontadas pelo Tribunal fossem sanadas.
Diálogo com representantes e expectativa de avanço
O processo tem sido acompanhado de perto por representantes políticos e órgãos de desenvolvimento. O ministro Benjamin Zymler, relator do processo, chegou a se reunir com o senador Humberto Costa (PT-PE) e com representantes da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) para discutir o tema. Na ocasião, a Sudene apresentou um estudo complementar visando atender às demandas da Corte. A expectativa agora é que, após o período de vista, haja um avanço na decisão, permitindo a continuidade de um projeto vital para a infraestrutura e a economia do país.
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