Exército brasileiro coordena exercício de defesa cibernética em sete cidades
Comando de Defesa Cibernética reúne 1.300 participantes de 300 organizações e representantes de 14 países para simular ataques a infraestruturas estratégicas.

Divulgação
Simulado mobiliza forças armadas e setores estratégicos
O Exército brasileiro coordena, entre 21 e 25 de setembro de 2026, a oitava edição do Exercício Guardião Cibernético. A ação ocorre simultaneamente em Brasília, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Recife, São Paulo e Curitiba, com participação da Marinha, da Força Aérea Brasileira, órgãos governamentais, reguladores e operadores de infraestruturas essenciais.
A mobilização reúne mais de 1.300 participantes ligados a 300 organizações, além de representantes de 14 países. Entre os setores envolvidos estão água e abastecimento, energia, telecomunicações e mercado financeiro, áreas cuja interrupção ou comprometimento poderia provocar impactos relevantes para a sociedade e para a economia.
Cenários simulam ataques complexos e coordenados
Durante os cinco dias de atividades, os participantes enfrentarão cenários baseados em ataques cibernéticos complexos e coordenados. Os testes serão realizados em sistemas digitais semelhantes aos utilizados pelas instituições envolvidas, permitindo avaliar respostas, fluxos de comunicação e medidas de contenção em condições próximas da realidade operacional.
O objetivo é fortalecer a preparação nacional, identificar vulnerabilidades e validar planos de contingência diante de incidentes que afetem redes, dados e serviços digitais. A integração entre instituições civis e militares também busca aprimorar a cooperação em situações de crise, quando decisões rápidas e informações confiáveis são fundamentais.
Ciberdefesa é prioridade para a Estratégia Nacional de Defesa
A cibernética integra os três setores estratégicos definidos pela Estratégia Nacional de Defesa do Brasil. O domínio envolve sistemas informatizados utilizados em computadores, rádios, radares, veículos de combate e mecanismos de defesa antiaérea, além de infraestruturas cada vez mais dependentes de conexões e plataformas digitais.
Para o Exército, o Guardião Cibernético representa um marco de preparação e integração entre diferentes instituições. Ao combinar testes técnicos, coordenação institucional e participação internacional, o exercício reforça a necessidade de proteção contínua dos ambientes digitais considerados essenciais à segurança e à soberania nacional.
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