Testes com novo radar de velocidade média em rodovias são suspensos pela Antt
A ANTT suspendeu temporariamente os testes com radares de velocidade média em rodovias. Nenhum motorista foi multado, e a agência pretende revisar a sinalização e os procedimentos antes de definir os próximos passos.

Divulgação
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspendeu temporariamente os testes com radares de velocidade média em rodovias. A medida ocorre durante a fase experimental do sistema, criada para avaliar a tecnologia antes de eventual uso em larga escala. Nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado durante o período em que os equipamentos estiveram em operação.
ANTT promete ajustes na sinalização e na comunicação
A suspensão foi comunicada na sexta-feira, dia 18. A autarquia informou que pretende realizar análises técnicas e ajustes nos procedimentos operacionais, especialmente em relação à sinalização das vias e à comunicação com os motoristas. A avaliação busca aprimorar o projeto antes da definição de uma nova etapa de testes.
Desde o início, os dados coletados não poderiam ser usados para aplicar penalidades de trânsito. Por isso, eventuais excessos registrados pelos equipamentos não resultaram em multas. A ANTT ainda não informou quando as atividades serão retomadas e deve apresentar os próximos passos após concluir os ajustes.
Como funciona o radar de velocidade média
Diferentemente do radar fixo tradicional, que mede a velocidade do veículo em um ponto específico, o sistema de velocidade média considera o tempo gasto para percorrer determinado trecho. A partir da distância entre pontos de monitoramento e do intervalo de passagem, o equipamento calcula se o motorista manteve uma média acima do limite permitido.
O modelo busca reduzir arrancadas bruscas e frenagens repentinas próximas aos radares convencionais, incentivando uma velocidade mais constante ao longo da estrada. A adoção de mecanismos desse tipo está relacionada à meta de reduzir mortes e lesões graves no trânsito até 2030.
Projeto previa testes em oito estados
O projeto-piloto autorizado pela ANTT tinha duração prevista de 180 dias, iniciada em 11 de setembro, com possibilidade de prorrogação conforme os resultados. Os testes abrangiam trechos em oito estados: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Em Goiás, o trecho selecionado fica na BR-414, sob concessão da Ecovias do Araguaia. O monitoramento foi previsto entre os quilômetros 434+640 e 440+100, no sentido sul, em um segmento de 5,46 quilômetros. A área fazia parte do conjunto de locais escolhidos para verificar equipamentos, confiabilidade dos dados, comportamento dos usuários e desempenho operacional.
Resultados seriam analisados antes da expansão
As concessionárias responsáveis deveriam enviar relatórios mensais à Superintendência de Infraestrutura Rodoviária da ANTT. Os documentos seriam usados para examinar o funcionamento dos sistemas, a precisão das medições e os efeitos da operação no fluxo de veículos.
Os trechos monitorados também deveriam receber sinalização específica, com aviso prévio, indicação do início e do fim dos segmentos, limite de velocidade e painéis de mensagens variáveis quando disponíveis. Com a suspensão, a revisão desses elementos passa a ser condição para qualquer retomada do projeto.
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