Sicredi libera R$ 5,6 bilhões no primeiro mês do Plano Safra 2026/2027
O Sicredi liberou R$ 5,6 bilhões no primeiro mês do Plano Safra 2026/2027, alta de 6% ante o mesmo período do ciclo anterior. O Rio Grande do Sul concentrou quase 60% das operações.

Divulgação
O Sicredi liberou R$ 5,6 bilhões no primeiro mês do Plano Safra 2026/2027, volume 6% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior, quando foram concedidos R$ 5,3 bilhões. O resultado mostra demanda aquecida por crédito rural logo na abertura da nova safra, especialmente para custeio e investimento nas atividades agropecuárias.
Foram 27,2 mil contratações em todo o país. O Rio Grande do Sul respondeu por quase 60% desse total, com cerca de 16 mil operações e R$ 1,8 bilhão em concessões. A concentração reforça o peso do estado na carteira agrícola da cooperativa e na movimentação do crédito rural no início do ciclo.
Custeio e agricultura familiar ganham destaque
Do total liberado nos primeiros 30 dias do Plano Safra, R$ 2,6 bilhões foram destinados ao custeio em nível nacional. Desse montante, 42% tiveram origem no Rio Grande do Sul. O Pronaf também teve participação relevante: R$ 1,1 bilhão já foi direcionado à agricultura familiar, sendo que 66% do volume das operações ficou no estado gaúcho.
Os números indicam que o crédito cooperativo segue como uma das principais portas de acesso ao financiamento para produtores rurais, especialmente pequenos e médios empreendimentos. A capilaridade do Sicredi, presente em mais de 2,2 mil municípios brasileiros, ajuda a aproximar as linhas do Plano Safra das necessidades locais de cada região produtora.
Plano Safra prevê R$ 72,1 bilhões
Para todo o Plano Safra 2026/2027, o Sicredi disponibilizou R$ 72,1 bilhões em cerca de 340 mil operações. O valor representa aumento de 4,4% em relação ao ciclo anterior, que teve R$ 69 bilhões concedidos em mais de 320 mil contratos.
A distribuição dos recursos contempla diferentes perfis de produtores. Foram R$ 13,3 bilhões para a agricultura familiar e R$ 14,6 bilhões para produtores de médio porte. Pequenos e médios produtores concentram 88% do total de operações previstas, enquanto os demais produtores receberam previsão de R$ 17,1 bilhões. A cooperativa também atua com força nos repasses do BNDES, onde se destaca como um dos principais agentes privados no segmento do agronegócio.
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