Sebrae inova e leva compradores diretamente às fazendas para impulsionar agronegócio familiar
Uma nova e promissora estratégia do Sebrae Rio está transformando a forma como pequenos produtores rurais acessam o mercado. Em vez de tradicionais sessões de negócios, a proposta é levar compradores diretamente às propriedades, permitindo que conheçam de perto a produção e os processos. O projeto piloto, focado em produtores de tomate em Paty do Alferes, promete encurtar caminhos e fortalecer a cadeia produtiva, beneficiando agricultores, supermercados e consumidores.

Divulgação
Em uma iniciativa que promete revolucionar a comercialização de produtos rurais, o Sebrae Rio está testando uma nova abordagem para conectar pequenos produtores a grandes mercados. Longe das mesas de negociação convencionais, a proposta é levar supermercados e hortifrutis diretamente às propriedades, permitindo que os compradores vejam em primeira mão a qualidade, os processos e as inovações que emergem do campo. Essa estratégia busca romper barreiras e oferecer uma plataforma mais autêntica para o escoamento da produção.
Pilotagem em Paty do Alferes foca em produtores de tomate
O projeto piloto dessa nova metodologia terá seu pontapé inicial no dia 1º de outubro, no município de Paty do Alferes, no Centro-Sul Fluminense. O foco inicial será em produtores de tomate que já participam do Projeto de Fortalecimento da Cadeia do Tomate Fluminense, uma iniciativa do próprio Sebrae. A ação consistirá em uma visita técnica a três propriedades rurais de referência na região, onde potenciais compradores poderão interagir diretamente com os agricultores e entender toda a jornada do produto, da lavoura à colheita.
A voz do campo: desafio da comercialização
Para agricultores como Itamar Leonídio, essa iniciativa representa uma luz no fim do túnel. Proprietário de uma das fazendas que receberão a visita, Itamar destaca que o maior gargalo não está na produção, mas sim na comercialização. “A gente sabe produzir, sabe o tempo de colher, mas às vezes a venda se torna mais difícil para nós. Se o Sebrae conseguir trazer os mercados para comprar aqui na roça, vai ser muito bom, não só para mim, mas para todos os pequenos agricultores. Porque a gente sabe produzir frutos de ótima qualidade, a dificuldade é justamente essa: buscar o comprador e conseguir vender a produção”, desabafa Itamar, ecoando a realidade de muitos pequenos produtores rurais Brasil afora.
Benefícios mútuos e visão de futuro
Jorge Pinho, coordenador do Sebrae Rio na região, enfatiza que essa é uma iniciativa de ganha-ganha. Segundo ele, os produtores ampliam suas chances de venda e constroem novas parcerias, enquanto os mercados têm a oportunidade de adquirir produtos frescos e de qualidade diretamente da fonte, cortando intermediários e reduzindo custos. O consumidor final também sai ganhando, com acesso a alimentos mais frescos, produzidos localmente. A expectativa é que, após a avaliação dos resultados com o tomate, a estratégia possa ser expandida para outras culturas e regiões, como os produtores de uva de mesa de Areal e os cafeicultores de Engenheiro Paulo de Frontin, solidificando um modelo de acesso a mercado mais justo e eficiente para o agronegócio familiar.
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