Mineira Alvina Naves: uma vida de tecelã e cozinheira que se fixou em Porangatu
A história de Alvina Rosa Naves, desde suas habilidades manuais e culinárias em Minas Gerais até sua mudança e estabelecimento em Porangatu, Goiás, onde construiu uma família e deixou um legado.

Divulgação
A trajetória de Alvina Rosa Naves, originária de Nova Ponte, em Minas Gerais, é um retrato da força e da adaptabilidade que marcaram muitas famílias brasileiras. Antes de se fixar em Goiás, Alvina se destacava como tecelã, transformando fios em tecidos através de técnicas artesanais em teares manuais. Sua habilidade não se limitava aos tecidos; na cozinha, ela era igualmente celebrada, especialmente durante festas religiosas, onde seus doces e salgados eram presença garantida e muito apreciados.
Casada com Elpídio Alves Rezende, um fazendeiro de sua terra natal, Alvina compartilhou a vida dedicada ao campo. A propriedade rural era o sustento da família, com o plantio de culturas básicas como arroz, feijão e milho, além da criação de gado, que também fornecia leite para o consumo. Juntos, eles formaram uma família numerosa, tendo 15 filhos, embora a vida no interior tenha imposto suas duras realidades, com o falecimento precoce de sete deles.
A mudança para Goiás e o novo lar em Porangatu
No início da década de 1950, Alvina e Elpídio decidiram buscar novas oportunidades e expandir seus horizontes, optando pela mudança para o estado de Goiás. A jornada começou com uma parada em Goiatuba, no sul goiano, onde permaneceram por alguns anos. Em 1955, a decisão de se estabelecer definitivamente foi tomada, e o destino foi Porangatu, na época parte da região do Médio Norte de Goiás. Lá, adquiriram uma nova fazenda, replicando o modelo de trabalho rural com plantio e criação de gado, garantindo o sustento e o consumo familiar.
As memórias dessa época são preservadas com carinho por sua filha caçula, Nilza Naves, que nasceu em Nova Ponte em 1944 e acompanhou a mudança para Goiás ainda criança. A história da família Naves em Goiás se entrelaça com a própria história de desenvolvimento da região. Recentemente, a família se reuniu para se despedir de Antônio Naves de Rezende, o Tonico, irmão de Alvina, que aos 96 anos, deixou um legado como motorista e homem do campo em Porangatu. Dos oito irmãos, Zeni Naves, professora aposentada, e Nilza Naves, professora e ex-vereadora por três mandatos em Porangatu, que também presidiu a Câmara Municipal e atuou como Secretária Municipal de Cultura, são as únicas vivas.
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