Café opera em queda em Nova York com oferta global em alta
O café recua 0,24% na bolsa de Nova York, pressionado pela expectativa de aumento da oferta global. Cacau e suco de laranja também caem, enquanto o açúcar avança e o algodão permanece estável.

Divulgação
O café opera em queda nesta manhã de quarta-feira na bolsa de Nova York, acompanhado pela expectativa de maior disponibilidade de grãos no mercado internacional. Os contratos com entrega para dezembro de 2026 registram recuo de 0,24% e são negociados a 2,7150 centavos de dólar por libra-peso.
Expectativa de maior oferta pressiona o mercado
A perspectiva de alta na oferta global para a safra atual é o principal fator de pressão sobre as cotações. Quando o mercado trabalha com cenários de maior disponibilidade, compradores tendem a adotar uma postura mais cautelosa, enquanto vendedores aumentam o interesse em realizar negócios. Esse movimento reduz o ritmo de avanço dos preços e mantém os contratos sob atenção.
Apesar da queda nesta sessão, o mercado continua sensível a mudanças nas estimativas de produção, nas condições climáticas das principais regiões produtoras e no comportamento da demanda internacional. Revisões no volume esperado de grãos ou sinais de dificuldade na colheita podem alterar rapidamente o equilíbrio entre oferta e procura.
Cacau também registra recuo
O cacau acompanha o movimento negativo das commodities agrícolas. Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 caem 0,57% e são cotados a US$ 5.367 por tonelada. Os sinais de boa produção na Costa do Marfim, um dos principais nomes do mercado mundial, continuam pesando sobre o preço da amêndoa.
O fenômeno El Niño, no entanto, mantém os investidores atentos aos riscos climáticos. Mudanças no regime de chuvas podem afetar a produção e comprometer parte das expectativas mais favoráveis, criando um cenário de cautela entre produtores, comerciantes e investidores.
Açúcar avança, enquanto algodão fica estável
Na contramão do café e do cacau, o açúcar opera em alta. Os contratos com vencimento em outubro de 2026 sobem 0,74% e são negociados a US$ 17,72 por libra-peso. O avanço mostra que os diferentes segmentos do agronegócio seguem ritmos próprios, influenciados por suas respectivas condições de oferta, demanda e fluxo comercial.
O algodão permanece sem alterações relevantes. Os contratos da pluma com entrega para dezembro de 2026 não apresentam variação e são cotados a 82,84 centavos de dólar por libra-peso, refletindo um momento de maior equilíbrio nas negociações.
Suco de laranja tem a maior queda
O suco de laranja concentrado e congelado registra o recuo mais intenso entre as cotações acompanhadas. Os contratos mais negociados, com vencimento em novembro de 2026, caem 2,69% e são cotados a US$ 1,4790 por libra-peso.
O conjunto de cotações revela um dia de movimentação mista nas commodities. Enquanto o açúcar busca valorização, café, cacau e suco de laranja enfrentam pressão vendedora, e o algodão permanece estável. Para produtores e empresas do setor, o cenário reforça a importância de monitorar o mercado externo, as condições climáticas e os sinais de oferta para planejar vendas e contratos futuros.
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