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Shen Yun: O Balé Chinês Acusado de Ser uma Seita que Faz Tour pelo Brasil

Roberto Neves
2 de maio de 2026 às 11:00
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Shen Yun: O Balé Chinês Acusado de Ser uma Seita que Faz Tour pelo Brasil
Divulgação / Imagem Automática

Introdução

O balé Shen Yun, de origem chinesa, está realizando apresentações em várias cidades brasileiras, mas o que parece ser uma simples turnê de dança esconde uma história complexa de acusações de seita e práticas questionáveis. Fundado em 2006 por imigrantes chineses em Nova York, o Shen Yun afirma ter como objetivo promover a rica cultura chinesa e preservar uma civilização milenar, mas é abertamente anticomunista e se posiciona contra o governo chinês.

Conexões com o Falun Gong

O Shen Yun é diretamente ligado ao Falun Gong, uma prática religiosa e de meditação fundada por Li Hongzhi, classificada como ultraconservadora pelo governo chinês e proibida no país desde a década de 1990. O grupo alega que o governo chinês tenta sabotar seu trabalho, mas enfrenta investigações judiciais por denúncias de abuso emocional e psicológico por parte de ex-integrantes.

Denúncias e Acusações

Ex-integrantes do Shen Yun denunciam condições de trabalho degradantes, incluindo jornadas de 15 a 16 horas por dia, salários baixos e falta de acesso a cuidados médicos. Alguns relatos também mencionam recrutamento e exploração de menores. O grupo é acusado de operar um esquema de trabalho forçado com violações salariais e de envolver-se em práticas de seita.

O Falun Gong e suas Práticas

O Falun Gong é uma disciplina espiritual chinesa que defende a ideia de que seus integrantes podem alcançar a iluminação por meio de posturas e rotina de meditação. No entanto, o fundador do Falun Gong, Li Hongzhi, é investigado por mortes ligadas à prática e é acusado de promover ideias extremistas. O Shen Yun é visto como uma ferramenta de propagação da prática religiosa e da mensagem anticomunista defendida por Li Hongzhi.

Conclusão

O caso do Shen Yun é complexo e levanta questões sobre a liberdade de expressão, a prática religiosa e as condições de trabalho. Enquanto o grupo afirma que suas apresentações permitem que as pessoas imaginem uma China sem comunismo, ex-integrantes denunciam práticas questionáveis e acusam o grupo de ser uma seita. É importante que o público esteja ciente dessas acusações e denúncias para poder julgar por si mesmo o que está acontecendo por trás das cortinas do Shen Yun.

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