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Bruno, da dupla Bruno e Marrone, volta a incendiar redes com fala transfóbica contra repórter Lisa Gomes

Roberto Neves
23 de maio de 2026 às 21:21
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Bruno, da dupla Bruno e Marrone, volta a incendiar redes com fala transfóbica contra repórter Lisa Gomes
Divulgação / Imagem Automática

Mais uma vez, a imagem de Bruno, da dupla Bruno e Marrone, está em xeque. Desta vez, o cantor sertanejo protagonizou um episódio de transfobia ao fazer comentários invasivos sobre a repórter trans Lisa Gomes durante uma entrevista coletiva. A cena, descrita pela jornalista como “muito constrangedora”, expôs não apenas a falta de sensibilidade do artista, mas também os desafios enfrentados por profissionais transgêneros no ambiente midiático.

O que exatamente aconteceu na coletiva?

Segundo relatos de Lisa Gomes ao portal EXTRA, Bruno questionou a repórter sobre sua genitália em tom de deboche, enquanto a sala lotada permanecia em silêncio constrangido. “Ficaram estarrecidos com aquela cena. Foi muito ruim”, declarou a jornalista, que relatou sentir o peso do momento não só pela humilhação pessoal, mas também pela normalização de falas preconceituosas em espaços públicos.

Bruno e Marrone: uma história manchada por polêmicas

Este não é o primeiro episódio de comportamento discriminatório envolvendo Bruno. Ao longo dos anos, o cantor já foi alvo de críticas por declarações machistas, homofóbicas e agora transfóbicas, o que coloca em xeque não apenas sua carreira solo, mas também a reputação da dupla que formou com seu irmão, Marrone. A repetição de atos como esse levanta questionamentos sobre a impunidade de figuras públicas no Brasil e o impacto que suas palavras têm na sociedade.

Por que essa polêmica voltou a ganhar força agora?

A repercussão do caso não se limita ao momento do ocorrido. A história se conecta com um contexto maior de luta por direitos LGBTQIA+ e a crescente cobrança por responsabilização de personalidades que disseminam discursos de ódio. Além disso, a dupla Bruno e Marrone, que sempre esteve associada a uma imagem de sucesso e popularidade, agora enfrenta um duro revés em sua trajetória, com reflexos em sua imagem pública, patrocínios e até mesmo nas vendas de seus discos.

As consequências para Bruno e para a cena sertaneja

Após o episódio, Bruno emitiu um pedido de desculpas genérico, mas a estratégia não foi suficiente para conter a avalanche de críticas nas redes sociais. O caso reabre debates sobre a necessidade de punições mais severas para artistas que promovem discursos de ódio, bem como o papel das gravadoras e emissoras de TV na fiscalização de seus contratados. Para a cena sertaneja, já abalada por casos recentes de machismo, a situação reforça a urgência de uma reflexão coletiva sobre os valores transmitidos por seus principais expoentes.

A voz das vítimas e a luta por representatividade

Lisa Gomes não é a primeira — e, infelizmente, não será a última — profissional trans a sofrer com assédio ou preconceito no exercício de sua função. Sua fala evidencia a violência estrutural que ainda permeia as redações e espaços de mídia no Brasil. Enquanto figuras como Bruno acumulam polêmicas, coletivos LGBTQIA+ e aliados seguem na batalha por igualdade e respeito, cobrando não apenas desculpas, mas mudanças concretas no comportamento de quem detém poder e influência.

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